Ainda existem muitos mitos quando se fala do futuro dos impressos e, principalmente, na relação dessa mídia com as plataformas digitais. Com objetivo de desmistificar algumas questões, diversas empresas ligadas à cadeia produtiva de produtos impressos têm pesquisado e divulgado estudos importantes.
Esse foi o caso da Stora Enso, fabricante de papel européia, que edita uma revista chamada PaperNow. A edição de janeiro de 2012 traz um resumo, feito com base em estudos de mercado, com informações disponíveis hoje em relação a sustentabilidade e hábitos de consumo.
Com base em dados disponbilizados pela UNECE, FAO e printpower.com, a revista apurou que apenas 11% da madeira consumida no mundo é utilizada para fabricação de papel. O principal uso dessa matéria prima no mundo é para produção de energia (53%) e fabricação de produtos de madeira (28%).
Também apurou-se que o consumo de CO2 de quem lê jornal impresso é cerca de 20% menor do que os que usam mídias online. As informações conseguidas através da twosides.info e da printweek.com, dão conta de que na Europa o consumo anual médio de CO2 durante leitura de jornal impresso é de 28kg por pessoa.
A revista trata também do hábito de consumo de notícias, principalmente entre jovens de 18 a 24 anos, conhecidos como nativos digitais. Num estudo feito pela Ipsos, foi verificado que 83% desse público acredita que ler no papel é melhor do que numa tela e 78% acham que a experência no impresso mais agradável do que em outras mídias. De quebra, esse mesmo estudo mostrou que 63% desse mesmo público prefere guardar documentos importantes em papel.
Na minha modesta opinião, esse estudo só reforça uma percepção de que o futuro não é impresso e nem digital, mas sim uma combinação saudável entre essas duas mídias que se complementam e atendem a necessidades e expectativas diferentes dos consumidores.