Kindle e iPad: por que não faz sentido comparar uma coisa com a outra

Tem sido muito comum encontrar em sites especializados, ou em matérias de jornais e revistas, artigos que comparam o Kindle com o iPad. Na verdade, os próprios fabricantes divulgam seus produtos fazendo esse tipo de comparação, como a Amazon vem fazendo com bastante intensidade.

O site MacMagazine afirma que diversas pesquisa já feitas indicam que são produtos completamente diferentes. Mesmo assim muita gente insiste em comparar e-readers (Kindle) com tablets (iPad).

Eu (ainda) não comprei nenhum dos dois e confesso ainda ter muitas dúvidas sobre qual comprar e se devo comprar. Porém, recentemente estive com um amigo meu que tinha acabado de voltar dos EUA e comprou os dois: iPad e Kindle.

Foi, para mim, uma oportunidade excelente de conhecer um pouco mais os dois aparelhos e poder compará-los, mesmo que fosse de forma subjetiva. Eu já conhecia o iPad mas não tinha tido nenhum contato com o Kindle.

Realmente pude comprovar com meus próprios olhos que estamos falando de dois ‘bichos’ completamente diferentes. É como tentar comparar um carro Sedan com um outro carro Utilitário (SUV), ou aquela tradicional comparação de bananas com laranjas.

O Kindle, nesse caso representando outros e-readers como o Alfa (da Positivo), é claramente direcionado para aquelas pessoas que lêem livros com muita frequencia. A tela de tinta digital não agride os olhos, mas precisa de luz externa para leitura, como acontece com os livros impressos.

O iPad também pode ser utilizado para leitura, mas a tela de LCD emite luz da mesma forma que os computadores e TVs. Já foi mais do que testado o impacto que a exposição excessiva à luz emitida por esses aparelhos pode causar nos olhos. Apesar de ser um e-reader sofrível (ainda tem o problema do peso ser 3 vezes maior que o Kindle), o iPad possui uma série de outras funcionalidades excepcionais voltadas para outras mídias: vídeo, música, etc.

O iPad, porém, não funciona muito bem como substituto do microcomputador, pois não roda Flash e sua interface não é a mais adequada para trabalhar. Digitação de longos textos, criação de planilhas, organização de arquivos em pastas e uso de porta USB para intercâmbio de arquivos são coisas, na melhor das hipóteses, muito complicadas para serem realizadas no iPad.

Em resumo, a dica é a seguinte: se você quer comprar um aparelho para ler livros, compre um e-reader. Se você precisa de um para trabalho, compre um netbook. Mas se você está mais interessado em ver filmes, ouvir música, acessar redes sociais e, de vez em quando, ler uns emails, pode comprar o iPad sem muitos problemas.

Agora, vamos combinar uma coisa: não dá mais para ficar comparando Kindle com iPad, certo?

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