Interface homem-computador prestes a mudar radicalmente

A interface humano-computador (ou IHC) é um dos temas mais estudados e discutidos nas escolas (sérias) de design. Há pesquisas consistentes sobre esse assunto sendo feitas desde a década de 80, como é o caso daquelas publicadas pela professora Anamaria de Moraes.

Não tenho acompanhado o desenvolvimento da IHC do ponto de vista acadêmico, mas tenho visto bastante material sobre esse assunto na mídia de uma forma geral. Dois desenvolvimento recentes, que podem afetar diretamente a forma como interagimos com as máquinas, me chamaram atenção e é sobre eles que falo rapidamente abaixo.

O primeiro é o tal do ‘Siri’, uma funcionalidade nova nas versões 4S do iPhone, que permite o usuário interagir com a máquina através de comandos por voz mais naturais. Esse tipo de tecnologia de interação por voz não é nova, mas até então era algo muito artificial, mecanizado. Se você não desse o comando certo, no tom de voz certo, o sistema não executava corretamente a função. O ‘Siri’ tem a intenção de tornar essa interação mais natural. Apesar de ainda não estar funcionando plenamente – e estar restrito a poucos idiomas – a ideia certamente será copiada e melhorada por outros fabricantes de equipamento eletrônico.

O segundo desenvolvimento que também está mudando a forma como interagimos com computadores é o ‘Kinect’, que reconhece os movimentos do usuário capturados através de uma câmera. Ele já está causando mudanças consideráveis no mundo dos games e já existem projetos para coloca-lo em funções mais relacionadas ao uso tradicional de computadores.

A soma desses dois tipos de tecnologia poderá mudar radicalmente a forma como interagimos com os computadores, tornando essa interface cada vez mais natural para os usuários, sem a necessidade de decorar funções ou atalhos em teclados, mouses ou touchpads. Essa tipo de interface poderá trazer uma série de outros benefícios para os usuários, como reduções de acidente. Essa tecnologia de perceber quando o usuários está cansado demais para dirigir já vem sendo amplamente divulgada por grandes montadores de automóveis, inclusive no Brasil.

É impossível não lembrar de uma cena do filme Star Trek (aquele que eles voltam no tempo usando uma nave Klingon) na qual o Sr Scott tenta interagir com um computador da nossa época e demora um tempão para descobrir que precisaria usar o teclado e o mouse pois seus comandos de voz não estavam ‘funcionando’.

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