Como as novas mídias afetam os jornais: do telégrafo à Internet

Foto: Rodrigo Schoenacher

A Internet, batizada com esse nome em 1981, surgiu de fato no final da década de 60, nos EUA, com o nome de Arpanet, e tinha como objetivo atender necessidades militares e acadêmicas de intercâmbio de informações.

O seu desenvolvimento e posterior avanço em outras áreas, como a do jornalismo, criou um conjunto de expectativas, que iam desde o potencial de ganhos vislumbrados inadvertidamente pelos executivos das empresas jornalísticas, até a presunção sobre o desaparecimento total do meio impresso em alguns anos adiante. Essa expectativa de “morte” do meio de comunicação existente, nesse caso o impresso, não é nova e acontece sempre que surge um novo canal.

O nascimento de um novo meio de comunicação sempre levou ao receio de morte o seu congênere. O que tem sido demonstrado pela história é o oposto: os meios de comunicação anteriores não só sobreviveram como funcionaram de forma complementar com a nova mídia. Televisão, rádio, jornal, cinema, teatro, estão todos aí ocupando seus respectivos espaços e se adaptando às novas tecnologias.

O advento do telégrafo, por exemplo, foi motivo de preocupação similar à existente hoje com a chegada da internet, como descrito pelo site da publicação The Economist. Naquela época, muito jornais noticiaram que a nova tecnologia colocaria os jornais impressos fora do mercado. Os jornais eram, então, muito lentos, pois recebiam notícias através dos correios, em alguns casos vindas de correspondentes, mas, em muitos outros, através de outras publicações que enviavam matérias antigas em uma espécie de intercâmbio de notícias. A corrida contra o tempo, iniciada por volta dos anos 1820, estava focada no desenvolvimento de soluções que permitissem o trânsito rápido de informações, por isso o telégrafo chegou com ares de “exterminador” daquela mídia.

Mas estava claro, à época, que os jornais que tivessem conteúdo diferenciado, com análise das notícias e opiniões, não seriam afetados por esse novo meio de comunicação. Uma das grandes desvantagens do telégrafo era a incapacidade de atingir um grande número de pessoas simultaneamente, coisa de que apenas o jornal impresso era capaz naquela época. A lição a ser aprendida a partir dessa experiência, é a de que os jornais transformaram aquele risco em oportunidade e, a partir daí, mudaram de forma significativa a maneira como as notícias eram captadas e veiculadas.

Fonte: Design de jornal impresso: a relação entre formato e usabilidade

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