Os fatos sobre a relação da mídia impressa com o meio ambiente

“Quando se trata da sustentabilidade da comunicação impressa e do papel, é importante separar fatos comprovados da opinião pública”. Com essa frase, a campanha Two Sides abre a cartilha Mitos e Fatos, que tenta desconstruir informações incorretas a respeito da mídia impressa.

Muitas vezes campanhas publicitárias acabam responsabilizando a mídia impressa por promover desmatamentos e outros tipos de dano ambiental, sem saber exatamente como funciona o processo produtivo nessa cadeia. Essas informações, muitas vezes divulgadas de forma maciça para a sociedade, acabam construindo no imaginário coletivo a percepção de que a mídia impressa é prejudicial para o meio ambiente. É exatamente nesse vácuo informacional que entra a campanha Two Sides, criada há alguns anos atrás e lançada recentemente no Brasil, conforme mencionado em um post anterior

A partir de hoje será publicado uma série de posts que vão trazer informações divulgadas pela campanha Two Sides, mostrando o quão sustentável é a cadeia do jornal impresso e como ela contribui para o bom funcionamento da sociedade.

Um dos primeiros mitos que precisa ser desfeito é o de que florestas são destruídas para fabricação de celulose e de papel. O Brasil, só para citar um exemplo, tem cerca de 2,2 milhões de hectares de florestas plantadas para produção de papel e celulose. É o equivalente a mais de 2 milhões de campos de futebol. Conforme relatado pela Bracelpa (que ampliou suas atividades e agora atende pelo nome de Ibá – Instituto Brasileiro de Árvores), “as empresas brasileiras do setor obtêm 100% da celulose e do papel a partir de florestas plantadas”.

Ou seja, a cadeia produtiva de papel e celulose se assemelha a um processo agrícola – onde o vegetal colhido foi plantado previamente para esse fim – e não ao processo de mineração – onde a matéria-prima é extraída do solo sem a possibilidade de ser plantada novamente. Por isso os fabricantes se referem a esse processo como colheita de árvores, e não como extração.

Essas florestas para colheita de matéria-prima utilizada na produção de papel e celulose são plantadas em áreas previamente degradadas. A principal causa dessa degradação são práticas agrícolas insustentáveis, responsáveis por 90% do desmatamento segundo o World Rainforest Movement. Além de não destruir florestas existente, a cadeia produtiva do setor ajuda a recuperar áreas previamente degradadas, tornando-se assim um grande aliado do meio ambiente.

Fonte: TWO SIDES. Comunicação Impressa e Papel: Mitos e Fatos. Sindigraf-SP e Abigraf Nacional. 22 de abril de 2014.

2 comentários sobre “Os fatos sobre a relação da mídia impressa com o meio ambiente

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