Gestão do Design: a distância entre a teoria e a prática

Captura de Tela 2015-02-22 às 18.07.43Um estudo conduzido no Rio Grande do Sul pelos pesquisadores José Paulo Medeiros da Silva e Alberto Souza Schmidt traz indícios importantes de que muitas empresas já começam a entender melhor a importância do design para o desenvolvimento de seus produtos.

Porém, segundo os autores do artigo publicado em um congresso de design realizado em Gramado no ano de 2014, são poucas as que investem no sentido de sua efetivação.

O estudo, entre outros insights, traça uma interessante relação entre o design e a gestão da qualidade, conceito proposto por pesquisadores americanos na Década de 50 e implementado de forma impecável por diversas empresas japonesas. O caso mais conhecido de gestão da qualidade talvez seja o da Toyota.

O foco do trabalho foram empresas moveleiras da região do Alto Uruguai, no RS. Durante o levantamento identificou-se que o design é considerado um dos 3 fatores de sucesso mais importantes para os produtos, ao lado de conforto e durabilidade.

Eles verificaram também que a grande dificuldade para a introdução do design está na mudança de algumas rotinas já pré-estabelecidas e que, bem ou mal, deram certo até o momento. Esse trabalho não se limitou a apenas identificar os problemas, mas cuidou de propor soluções que permitissem a empresas desse setor introduzir os conceitos de gestão do design em suas rotinas.

Os pesquisadores concluem que o papel da gestão de design, neste setor, é capacitar e preparar os profissionais envolvidos, além de potencializar as tecnologias disponíveis para o desenvolvimento de novos produtos, na operacionalização e organização das empresas e, principalmente, buscar a excelência na prestação de serviços.

Fonte: Silva, José Paulo Medeiros da; Schmidt, Alberto Souza; “A GESTÃO DO DESIGN COMO DIFERENCIAL DE QUALIDADE NAS INDÚSTRIAS MOVELEIRAS DO ALTO URUGUAI GAÚCHO”, p. 2950-2961 . In: Anais do 11º Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design [= Blucher Design Proceedings, v. 1, n. 4]. São Paulo: Blucher, 2014.

Fonte

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