Gestão do Design: a distância entre a teoria e a prática

Captura de Tela 2015-02-22 às 18.07.43Um estudo conduzido no Rio Grande do Sul pelos pesquisadores José Paulo Medeiros da Silva e Alberto Souza Schmidt traz indícios importantes de que muitas empresas já começam a entender melhor a importância do design para o desenvolvimento de seus produtos.

Porém, segundo os autores do artigo publicado em um congresso de design realizado em Gramado no ano de 2014, são poucas as que investem no sentido de sua efetivação. Continuar lendo “Gestão do Design: a distância entre a teoria e a prática”

Testes de usabilidade podem tornar um negócio mais eficiente

“É óbvio que sim”, diria qualquer designer que conhece a importância de um bom teste de usabilidade.  Mas quando falo de tornar o negócio mais eficiente, não me refiro apenas a lançar produtos de boa aceitação no mercado, há possibilidade de reduções de custos através de testes de usabilidade.

Estudos acadêmicos mostram que testes de usabilidade com apenas 4 ou 5 participantes são capazes de identificar cerca de 80% dos problemas referentes a um determinado produto. De acordo com a pesquisadora Carol Barnum, esse tipo de teste permite identificar problemas a baixo custo, afeta minimamente o prazo de desenvolvimento do produto e pode ser utilizado em qualquer etapa do processo.

O mais importante benefício desse tipo de testes é permitir, de forma simples e barata, que a equipe de desenvolvimento de produtos dê mais atenção a processos de criação centrados no usuário.

Outros possíveis benefícios em realizar bons testes de usabilidade são: redução do tempo de treinamento, redução das chamadas para suporte, redução da manutenção do produto, melhor aceitação no mercado, maior satisfação e maior produtividade no desenvolvimento de novos produtos, já que as equipes de criação aprendem cada vez mais sobre usabilidade através dos testes realizados.

Fonte: Design de jornais impressos: a relação entre formato e usabilidade

Inovação é apenas para os persistentes

Newton, da Apple (Foto: Divulgação)

Inovação é muito mais do que ter apenas uma ideia, é um trabalho árduo para conseguir transformar aquela ideia em alguma coisa que existe no mundo real.

Que ver uma prova disso? Steve Jobs já imaginava algo parecido com o iPad nos idos da Década de 80, como mostrou o Terra, mas demorou quase 30 anos para transformar essa ideia em realidade.

Sua execução estava extremamente limitada pelos recursos disponíveis na época. Jobs até tentou, criando o tal Newton (esse da foto que ilustra o post), mas deu com os ‘burros n’água’.

Nem por isso ele desistiu da empreitada e seguiu sua ideia original até o fim, conseguindo lançar o iPad, esse sim um baita sucesso de mercado, poucos meses antes de sua morte.

Essa história ilustra bem o que normalmente conhecemos como persistência. Steve Jobs amadureceu aquela ideia por anos, desenvolvendo tecnologias que pudessem viabilizá-la e esperando o momento certo para torná-la realidade.

É como dizem por aí: inovação é 1% inspiração e 99% transpiração.

Apple e o conhecimento do cliente

Uma das empresas mais admiradas do mundo – e atualmente a mais valiosa – é conhecida por desenvolver produtos cujo principal atributo é a belíssima experiência do cliente. Se você ainda não pescou, estamos falando da Apple.

Fonte: Divulgação

Um dos maiores mitos que cerca a empresa é de que eles desenvolvem produtos que os clientes ainda não sabem que precisam. É verdade, mas tem um detalhe importante: como eles conseguem fazer isso?

Steve Jobs falava muito sobre essa capacidade e quase todo mundo interpretava-a como se ele e sua equipe fossem capazes de prever o futuro, como se fosse um dom divinatório. Um mito que a Apple faz questão de manter vivo até hoje, afinal é um atributo importante da marca.

Porém essa enxurrada de processos judiciais que a Apple vem promovendo ao redor do mundo, principalmente contra a Samsung, está obrigando-a a revelar muito de seus segredos. Muito jornais divulgaram detalhes sobre esses embates legais que mostravam como as empresas trabalham o desenvolvimento de seus produtos.

No caso da Apple, eles se viram obrigados a dissecar seu processo criativo para provar que seus produtos são originais e não cópias de seus concorrentes. Estão conseguindo ganhar seus processos, mas a que custo?

O maior custo da Apple com esses processos não é com advogados, mas sim a desconstrução dessa mística que eles levaram anos para criar: de que simplesmente sabem o que precisa ser feito.

As evidências apresentadas pela própria Apple durante os processos mostra o quanto eles investem em pesquisas de mercado, testes de usabilidade e tudo mais que precisa ser feito para saber como os consumidores usam ou vão usar seus produtos. Não quero aqui tirar o mérito deles na criação de produtos extraordinários, muito pelo contrário, afinal pesquisa todo mundo pode fazer, o diferencial está em o que fazer com o resultado delas.

Particularmente passo a admirar ainda mais a Apple, pois são a prova viva de que conhecer o cliente dá trabalho mas, quando bem feito, pode resultar em produtos e soluções espetaculares.

Excelentes produtos, péssimas estratégias

A RIM (Research In Motion), fabricante dos famosos BlackBerries, está passando por um inferno astral e cada vez mais se aproxima do fechamento de suas portas.

O BlackBerry foi por muito tempo sinônimo de smartphone. Mesmo depois do surgimento do iPhone, o BlackBerry se manteve em alta por causa, principalmente, da segurança na conexão.

Porém, seguindo o mesmo caminho trágico da Nokia, que ficou por anos se garantindo no sucesso do SMS, a RIM achou que o conceito original de smartphone, que permitia que o usuário recebesse os e-mails no celular ao mesmo tempo em que este chegava na sua caixa postal, fosse também imbatível.

E realmente estava tudo bem, até que a Apple resolveu mudar a regra do jogo com o lançamento do iPhone e sua loja de aplicativos. Ler e-mails do celular passou a ser algo corriqueiro e não mais um diferencial dos aparelhos. Aliás, o leitor de e-mails do iPhone é bastante sofrível. Mas quem não gosta pode baixar outras opções pela App Store.

Tanto a Nokia quanto a RIM demoraram muito para entender essa nova dinâmica e hoje estão pagando essa conta. Uma evidência disso é essa matéria aqui embaixo do G1 falando que o jornal The New York Times vai suspender sua versão para BlackBerry. O fato é que ninguém hoje associa o smartphone da RIM a outras atividades que não sejam ler e-mails e consultar agenda (o que, aliás, ele continua fazendo muito bem).

Fonte: G1 – ‘New York Times’ encerra aplicativo para aparelhos BlackBerry – notícias em Tecnologia e Games.

Design de serviços: defendendo o consumidor

O tema design de serviços ainda é muito recente e muito sujeito à discussões, principalmente do ponto de vista teórico.

Porém, seu conceito coloquial é relativamemte simples e está associado à organização de atividades ou processos empresariais com objetivo de oferecer serviços de qualidade ao consumidor.

Existem vários exemplos no mundo, e que existem há mais tempo do que o prórprio conceito de design de serviços.

Um deles, e que eu recomendo bastante, é o serviço de defesa do consumidor oferecido, de forma gratuita, pelo jornal O Globo. O serviço funciona como uma espécie de ponte entre o consumidor e as empresas, permitindo que estas tenham a oportunidade de resolver os problemas identificados e dar uma satisfação ao cliente.

Atualmente o serviço do jornal O Globo atende – e resolve – mais reclamaçãoes do que o Procon-SP, o maior do país.

No link abaixo é possível conhecer melhor o serviço e entender um pouco mais sobre o conceito de design de serviço.

O Globo – Veja como cuidamos da sua reclamação.