Tecnologia que emociona

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Impressiona quando a tecnologia é desenvolvida tendo como referência o ser humano. Não usei aqui as palavras cliente, consumidor e usuário propositalmente e vou explicar o porquê.

Quando os produtos digitais são feitos tendo em vista o ser humano, ele vai além da usabilidade e acaba conseguindo emocionar. Existem diversos estudos relacionados ao tema design emocional, mas esse breve post não é para ficar teorizando sobre o tema. Continuar lendo “Tecnologia que emociona”

Capacete de bicicleta invisível

 

Imagem: Divulgação
Imagem: Divulgação

Locomover-se de bicicleta em grandes centros tem se tornado cada vez mais comum. Ouço muita gente dizer que o primeiro carro não é mais um sonho tão entre os jovens quanto foi na geração de seus pais.

Mas uma das coisas mais estranhas para quem anda de bicicleta é ter que usar um desconfortável e esquisito capacete de segurança. Para quem anda regularmente de bicicleta nas grandes cidades, onde os motoristas de carros e motos ainda não estão preparados para lidar com ciclistas, o capacete é um item imprescindível de segurança.

Então como resolver isso? Uso ou não um capacete?

E se alguém dissesse a você que existe um capacete invisível? Garante a mesma segurança de um capacete normal e não prejudica o conforto durante seu deslocamento, nem seu visual.

Foi isso que essas moças do vídeo conseguiram fazer. Não dá para explicar mais sem estragar a surpresa da solução que elas deram para essa questão. Genial.

Entrevistas e questionários como ferramentas para melhorar a usabilidade de produtos

No último dia 28 de maio estive de volta à ESDI, mas dessa vez como palestrante atendendo a um convite do professor Sydney Freitas e do doutorando Adriano Renzi. Participaram, além do próprio Adriano e eu, os também mestres Edson Rufino e Sérgio Bernardes.

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Imagem: Reprodução

Cada um contou brevemente sobre o uso de técnicas de entrevistas e questionários durante suas respectivas pesquisas. Foram quatro temas bem distintos. Eu falei sobre formatos de jornais impressos, Adriano sobre compra de livros em livrarias físicas e online, Edson sobre o sistemas operacional para cegos conhecido como Dosvox e finalmente o Sérgio sobre a distância entre assentos nos aviões.

O auditório da ESDI estava cheio e depois de uma hora de apresentações, ficamos mais uma hora debatendo com os presentes e tirando dúvidas sobre os trabalhos apresentados. Foi uma excelente experiência e espero que possamos repetí-la mais vezes.

O material das apresentações, assim como os artigos, podem ser encontrados na íntegra no site do Programa de Pós Graduação da ESDI.

Dicas para quem quer comprar um e-reader

Há pouco mais de um ano atrás eu comprei um leitor digital. Era o Alfa, da Positivo. Foi a minha primeira, e não muito boa, experiência. O que mais me irritava nele era a lentidão do sistema para executar as funcionalidades. Até mesmo passar páginas era demorado.

Acabei ficando um bom tempo sem usá-lo e, depois de muitos meses, fui tentar novamente e acabei descobrindo que o touchscreen não estava funcionando. Tentei de tudo até que acabei por danificar de vez a tela, e agora estou à busca de um novo e-reader.

Pesquisando pela web encontrei muitas dicas interessantes de cuidados a serem tomadas na compra de um leitor digital. A primeira delas tem a ver com a seguinte pergunta: por que comprar um e-reader? Continuar lendo “Dicas para quem quer comprar um e-reader”

Testes de usabilidade podem tornar um negócio mais eficiente

“É óbvio que sim”, diria qualquer designer que conhece a importância de um bom teste de usabilidade.  Mas quando falo de tornar o negócio mais eficiente, não me refiro apenas a lançar produtos de boa aceitação no mercado, há possibilidade de reduções de custos através de testes de usabilidade.

Estudos acadêmicos mostram que testes de usabilidade com apenas 4 ou 5 participantes são capazes de identificar cerca de 80% dos problemas referentes a um determinado produto. De acordo com a pesquisadora Carol Barnum, esse tipo de teste permite identificar problemas a baixo custo, afeta minimamente o prazo de desenvolvimento do produto e pode ser utilizado em qualquer etapa do processo.

O mais importante benefício desse tipo de testes é permitir, de forma simples e barata, que a equipe de desenvolvimento de produtos dê mais atenção a processos de criação centrados no usuário.

Outros possíveis benefícios em realizar bons testes de usabilidade são: redução do tempo de treinamento, redução das chamadas para suporte, redução da manutenção do produto, melhor aceitação no mercado, maior satisfação e maior produtividade no desenvolvimento de novos produtos, já que as equipes de criação aprendem cada vez mais sobre usabilidade através dos testes realizados.

Fonte: Design de jornais impressos: a relação entre formato e usabilidade

Interface homem-computador prestes a mudar radicalmente

A interface humano-computador (ou IHC) é um dos temas mais estudados e discutidos nas escolas (sérias) de design. Há pesquisas consistentes sobre esse assunto sendo feitas desde a década de 80, como é o caso daquelas publicadas pela professora Anamaria de Moraes.

Não tenho acompanhado o desenvolvimento da IHC do ponto de vista acadêmico, mas tenho visto bastante material sobre esse assunto na mídia de uma forma geral. Dois desenvolvimento recentes, que podem afetar diretamente a forma como interagimos com as máquinas, me chamaram atenção e é sobre eles que falo rapidamente abaixo.

O primeiro é o tal do ‘Siri’, uma funcionalidade nova nas versões 4S do iPhone, que permite o usuário interagir com a máquina através de comandos por voz mais naturais. Esse tipo de tecnologia de interação por voz não é nova, mas até então era algo muito artificial, mecanizado. Se você não desse o comando certo, no tom de voz certo, o sistema não executava corretamente a função. O ‘Siri’ tem a intenção de tornar essa interação mais natural. Apesar de ainda não estar funcionando plenamente – e estar restrito a poucos idiomas – a ideia certamente será copiada e melhorada por outros fabricantes de equipamento eletrônico.

O segundo desenvolvimento que também está mudando a forma como interagimos com computadores é o ‘Kinect’, que reconhece os movimentos do usuário capturados através de uma câmera. Ele já está causando mudanças consideráveis no mundo dos games e já existem projetos para coloca-lo em funções mais relacionadas ao uso tradicional de computadores.

A soma desses dois tipos de tecnologia poderá mudar radicalmente a forma como interagimos com os computadores, tornando essa interface cada vez mais natural para os usuários, sem a necessidade de decorar funções ou atalhos em teclados, mouses ou touchpads. Essa tipo de interface poderá trazer uma série de outros benefícios para os usuários, como reduções de acidente. Essa tecnologia de perceber quando o usuários está cansado demais para dirigir já vem sendo amplamente divulgada por grandes montadores de automóveis, inclusive no Brasil.

É impossível não lembrar de uma cena do filme Star Trek (aquele que eles voltam no tempo usando uma nave Klingon) na qual o Sr Scott tenta interagir com um computador da nossa época e demora um tempão para descobrir que precisaria usar o teclado e o mouse pois seus comandos de voz não estavam ‘funcionando’.