Gestão do Design: a distância entre a teoria e a prática

Captura de Tela 2015-02-22 às 18.07.43Um estudo conduzido no Rio Grande do Sul pelos pesquisadores José Paulo Medeiros da Silva e Alberto Souza Schmidt traz indícios importantes de que muitas empresas já começam a entender melhor a importância do design para o desenvolvimento de seus produtos.

Porém, segundo os autores do artigo publicado em um congresso de design realizado em Gramado no ano de 2014, são poucas as que investem no sentido de sua efetivação. Continuar lendo “Gestão do Design: a distância entre a teoria e a prática”

Pesquisa em design: do design da informação a materiais e processos

A pesquisa em design no Brasil vem evoluindo de forma sistemática no últimos anos. Alguns periódicos surgiram com objetivo de contribuir para a divulgação e para o desenvolvimento das pesquisas relacionadas ao design.

Destaco nesse post um trabalho que vem sendo feito desde 2009 na Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI), localizada no Rio de Janeiro, sob coordenação do professor doutor Sydney Freitas: a Revista Arcos. Em seu oitavo volume, primeiro do ano de 2014, a publicação traz 9 artigos que tratam de diversos temas relacionados ao design. Continuar lendo “Pesquisa em design: do design da informação a materiais e processos”

Entrevistas e questionários como ferramentas para melhorar a usabilidade de produtos

No último dia 28 de maio estive de volta à ESDI, mas dessa vez como palestrante atendendo a um convite do professor Sydney Freitas e do doutorando Adriano Renzi. Participaram, além do próprio Adriano e eu, os também mestres Edson Rufino e Sérgio Bernardes.

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Imagem: Reprodução

Cada um contou brevemente sobre o uso de técnicas de entrevistas e questionários durante suas respectivas pesquisas. Foram quatro temas bem distintos. Eu falei sobre formatos de jornais impressos, Adriano sobre compra de livros em livrarias físicas e online, Edson sobre o sistemas operacional para cegos conhecido como Dosvox e finalmente o Sérgio sobre a distância entre assentos nos aviões.

O auditório da ESDI estava cheio e depois de uma hora de apresentações, ficamos mais uma hora debatendo com os presentes e tirando dúvidas sobre os trabalhos apresentados. Foi uma excelente experiência e espero que possamos repetí-la mais vezes.

O material das apresentações, assim como os artigos, podem ser encontrados na íntegra no site do Programa de Pós Graduação da ESDI.

O uso de marcas nos sistemas de identidade corporativa americanos

com participação de Nathany Gonçalves

Como visto do post anterior sobre esse mesmo assunto, a criação e o desenvolvimento das marcas se deu com a Revolução Industrial, principalmente pela necessidade de estar presente num mercado distante do local onde produtos eram fabricados e embalados.

Nesse post daremos continuidade à pesquisa desenvolvida na Universidade Técnica de Lisboa. Os pesquisadores se aprofundam em casos de empresas americanas para mostrar como as marcas se tornaram tão importantes.

O pesquisador Daniel Raposo registra que, “nos anos cinquenta a contratação de Frank Stanton (que era consciente do potencial do design no contexto corporativo) para presidente da CBS e de William Golden para diretor de arte da mesma empresa televisiva, foram ingredientes fundamentais para situar esta organização de Nova Iorque na vanguarda do design corporativo”.

Diversas regras gráficas foram introduzidas por Golden, embora, segundo o estudo realizado, “a efetividade do sistema de identidade da CBS dependesse, sobretudo, da inteligência, perspicácia e qualidade das aplicações, pautadas pela consciência do papel do design como otimizador da mensagem”.

De acordo com Raposo, os autores William Laig e Laurel Harper, autores do livro “The power of logos: how to create effective company logos”, contam “como o sucesso do design da Olivetti impressionou a Thomas Watson Jr. e o levou a questionar o programa de design da sua empresa IBM”. Assim, cotninua Daniel, “em 1956 ele “contratou Paul Rand para que incrementasse a reputação da empresa e a conotasse com um design atual ao seu tempo. Nesse mesmo ano Rand redesenhou o logotipo da IBM, em geral mantendo a letra, mas mudando para serifas retas como as de uma máquina de escrever, assim ganhando conotações com a novidade tecnológica da época e mantendo a herança de um passado com sucesso. Em 1960 os avanços tecnológicos do computador, levaram Paul Rand a acrescentar linhas ao logótipo da IBM, uma clara alusão ao funcionamento do monitor do computador”.

Por fim, o pesquisa Daniel Raposo afirma que, já em 1977 “o diretor de design da empresa Mckenna, Rob Janov, foi contratado por Steve Jobs para desenhar um novo logotipo para a Apple, o que veio a substituir o que em 1975 havia sido criado por Ron Wayne (uma ilustração que mostrava Newton por baixo de uma macieira)”.

A Apple então passou a ser exemplo de marca contemporânea, que está associado a emoções. Daniel afirma que entre outros aspectos, a marca é rica em recursos emocionais, que cria um diferencial e uma relação com o cliente mais forte. Só assim, esta relação emocional e simbólica, explica porque alguém tatue a marca Apple, que a use num PC ou no carro.

Por fim, os pesquisadores afirmam que aparentemente, as marcas atuais esforçam-se para ser mais coerentes e usadas de modo sistemático, mas igualmente em criar uma relação simbólica e emocional com o público. A marca parece cada vez mais ser pertença do público e menos da empresa – um fenômeno social.