Retrospectiva 2013: leitores digitais e jornais impressos

Mais um ano chega ao fim e esse blog segue firme no propósito de trazer informações e opiniões sobre assuntos interessantes relacionados a design, mídia e entretenimento. A freqüência de atualização do blog caiu bastante, mas nem por isso os assuntos aqui se tornaram menos relevantes.

Como se sabe, é muito comum que um post publicado hoje só venha a ser lido mais adiante, daqui alguns meses ou anos, por isso algumas postagens acabam ganhando relevância apenas algum tempo depois de terem sido publicadas. Isso é comum em diversos sites, graças aos sistemas de busca. Por isso, é importante compartilhar dicas que possam ajudar outras pessoas, independente do dia ou da hora em que elas precisam. Esse talvez seja um dos grandes trunfos da internet. Continuar lendo “Retrospectiva 2013: leitores digitais e jornais impressos”

Solução do problema ‘definindo data e hora’ na Apple TV

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Imagem: Divulgação

Se você chegou até esse post é porque provavelmente está se perguntando se em algum momento sua Apple TV vai voltar a funcionar e sair da tela com a mensagem ‘definindo data e hora…’. A má notícia é que ela não vai voltar a funcionar por conta própria.

A boa notícia é que a solução para esse problema é mais fácil do que parece. Depois de gastar algumas horas em fóruns (em inglês e português) para tentar achar uma solução, acabei lembrando de uma manobra simples e que funciona para muitos aparelhos da Apple como iPhones e iPods. Continuar lendo “Solução do problema ‘definindo data e hora’ na Apple TV”

Gerenciando sua caixa de e-mails

Quem trabalha em empresas grandes sabe que sua caixa de entrada é um dos lugares mais hostis da face da Terra. Tem de tudo ali: chefe cobrando prazos, clientes pedindo descontos, esposa (ou marido) mandando a lista de supermercado, vendedores mandando Spams, e por aí vai. E não é todo mundo que tem a disciplina necessária para dar conta – adequadamente –  de todas as mensagens que recebe.

Imagem: Rodrigo Schoenacher
Imagem: Rodrigo Schoenacher

Desde que surgiram os primeiros programas (na época ninguém chamava de aplicativo), a coisa não evoluiu muito. O Outlook, talvez o mais conhecido deles, deu as cartas por algum tempo. Até que apareceu o Gmail, que mudou bastante a forma de gerenciar suas mensagens. Primeiro porque disponibilizou um espaço considerável online, sugerindo até mesmo que você não precisaria mais apagar nenhuma mensagem, bastando apenas arquivá-las. Segundo porque recentemente introduziu novas ferramentas que te permitem priorizar as mensagens mais importantes, deixando as demais para depois.

Mas agora surgiu um conceito ainda mais bacana: o de tratar sua caixa de entrada como uma lista de tarefas. O aplicativo Mailbox, disponível para iOS, trata suas mensagens como itens para os quais você precise tomar uma decisão: excluir, arquivar, adiar, ou ler com calma. O app traz o conceito de “caixa de entrada vazia”, e comemora quando você consegue cumprir essa meta pela primeira vez.

De fato esse app faz o trabalho sujo por você. Ao invés de ter que lembrar de tratar de um determinado assunto mais tarde, deixando aquela mensagem junto com um monte de outras lá na caixa de entrada, o app tira ela dali e coloca de volta apenas na hora em que você combinou com ele. Com isso te deixa tempo livre para tratar de coisas que são mais importantes naquele momento.

Por exemplo: você recebe um relatório e sabe que só vai ter tempo de ler com calma no fim de semana. Basta selecionar a opção de adiar, indicando o fim de semana como uma data provável.  A mensagem então é excluída da sua caixa de entrada e no dia e hora combinados o Mailbox coloca ela de volta lá. É genial. Isso sem contar que o desenho do aplicativo é simples e muito intuitivo. Vale conferir e registrar suas percepções logo abaixo desse post.

Saiba como será o iCarro

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Foto: Divulgação

Andei acompanhando um monte de notícias interessantes sobre design e tecnologia que saíram recentemente, mas por falta total de tempo acabei não compartilhando por aqui. Uma delas, que estava guardada há alguns dias aqui comigo, é sobre a parceria da Apple com a Volkswagen para criação do iCar.

Na verdade, ninguém vai criar um carro novo. As duas gigantes se uniram para extrair o máximo das tecnologias disponíveis e tornar a experiência de dirigir mais segura e conectada.

Uma matéria publicada no site Proxxima explica que o iPhone poderá se conectar ao sistema do veículo através de uma dock station ou por tecnologia sem fio (provavelmente bluetooth). Quando conectado, o app iBeetle ativa uma série de funcionalidades.

Além da óbvia integração com o Siri, o app também poderá ler as mensagens postadas por seus amigos nas redes sociais. Ele também enviará um “postcard” com a sua localização atual e outros dados sobre o carro e sobre a viagem.

Pelo nome do app dá para ver que o desenvolvimento está sendo feito em cima do New Beetle e, para manter a estética do iPhone, virá numa gama mais restrita de cores.

Alternativa de leitor RSS para os órfãos do Google Reader

Passei os últimos dias aqui queimando a cuca para tentar achar uma solução que me permitisse continuar lendo meus feeds RSS da mesma forma que eu conseguia fazer com o Reader.

Minha principal preocupação é que com o Reader eu conseguia manter todos os meus dispositivos sincronizados (PC, Mac, iPhone e iPad), sem correr o risco de ter que ficar lembrando qual foi o último post que li.

FeedlyFoi uma pesquisa meio chata – mais pela minha má vontade do que pela dificuldade de achar opções – mas acabei encontrando uma opção que me pareceu perfeita: o Feedly. Dá para acessá-lo tanto do PC quanto do Mac (basta instalar uma extensão para Chrome ou Firefox) e também tem aplicativos disponíveis para smartphones e tablets.

Além disso eles também se prepararam para receber de braços abertos os órfãos do Reader, criando um serviço de migração online de todos os feeds que você tem lá.

Instalei as extensões nos browsers e baixei os aplicativos para iOS. Tudo funcionou bem, sem contar que você não precisa criar novo login e senha, basta usar sua conta do Google (que você já usava para ler o Reader).

Mas a cereja do bolo é a interface gráfica muito mais amigável do que a do Reader, principalmente para os dispositívos móveis. Muito mais fácil e agradável de navegar do que os aplicativos que eu conhecia para o Reader.

Apple e o conhecimento do cliente

Uma das empresas mais admiradas do mundo – e atualmente a mais valiosa – é conhecida por desenvolver produtos cujo principal atributo é a belíssima experiência do cliente. Se você ainda não pescou, estamos falando da Apple.

Fonte: Divulgação

Um dos maiores mitos que cerca a empresa é de que eles desenvolvem produtos que os clientes ainda não sabem que precisam. É verdade, mas tem um detalhe importante: como eles conseguem fazer isso?

Steve Jobs falava muito sobre essa capacidade e quase todo mundo interpretava-a como se ele e sua equipe fossem capazes de prever o futuro, como se fosse um dom divinatório. Um mito que a Apple faz questão de manter vivo até hoje, afinal é um atributo importante da marca.

Porém essa enxurrada de processos judiciais que a Apple vem promovendo ao redor do mundo, principalmente contra a Samsung, está obrigando-a a revelar muito de seus segredos. Muito jornais divulgaram detalhes sobre esses embates legais que mostravam como as empresas trabalham o desenvolvimento de seus produtos.

No caso da Apple, eles se viram obrigados a dissecar seu processo criativo para provar que seus produtos são originais e não cópias de seus concorrentes. Estão conseguindo ganhar seus processos, mas a que custo?

O maior custo da Apple com esses processos não é com advogados, mas sim a desconstrução dessa mística que eles levaram anos para criar: de que simplesmente sabem o que precisa ser feito.

As evidências apresentadas pela própria Apple durante os processos mostra o quanto eles investem em pesquisas de mercado, testes de usabilidade e tudo mais que precisa ser feito para saber como os consumidores usam ou vão usar seus produtos. Não quero aqui tirar o mérito deles na criação de produtos extraordinários, muito pelo contrário, afinal pesquisa todo mundo pode fazer, o diferencial está em o que fazer com o resultado delas.

Particularmente passo a admirar ainda mais a Apple, pois são a prova viva de que conhecer o cliente dá trabalho mas, quando bem feito, pode resultar em produtos e soluções espetaculares.